Asilo, uma casa que ampara

By Patricia de Souza

Casa asilar é aconchego para a solidão?

SEBASTIANA DE SOUZA. Foto de Patricia.De acordo com o Estatuto do Idoso, podemos destacar o Capítulo IX – Da Habitação- art. 37 onde fica definido que “o idoso tem direito a moradia digna, no seio da família natural ou substituta, ou desacompanhado de seus familiares, quando assim o desejar, ou ainda, em instituição pública ou privada”.
  Porém, bem sabemos que na maioria das vezes não funciona dessa maneira, e quem acaba decidindo sobre a nova morada do idoso é a família, isso quando o mesmo não fica em situação de abandono.
  Claro que existem as exceções, onde por vezes é o idoso que opta por conviver em uma casa asilar, pois prefere contato com pessoas da mesma idade e porque acaba se sentindo um entulho na vida dos filhos e netos.
  Uma reportagem publicada recentemente no Jornal de Cuiabá mostra que a situação de abandono para com os idosos é crítica, demonstrando assim um problema social que engloba a Brasil, senão o mundo. Acompanhe aqui a reportagem.
  A denúncia feita pelo jornal é apenas um pequeno retrato da realidade que Dona Sebastiana de Souza (foto acima), de 84 anos, vive cotidianamente. Segundo ela, há quatro anos mora em uma casa asilar, onde não recebe visitas dos filhos há um mês. Sebastiana reclama da saudade dos netos, mas optou por morar em uma casa asilar para não se sentir “um empecilho na vida da família”. 
  O que se pode perceber, seja pela denúncia do jornal, seja pelo relato de Dona Sebastiana, é que a casa asilar se torna em uma opção de moradia aos idosos que por decisão própria ou não, passam seus dias na companhia de outros idosos, na esperança que um dia a família venha os visitar ou que o Estatuto seja aplicado se forma mais rígida e na prática, não apenas no papel.

Acesse aqui e conheça seus direitos através do Estatuto.

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6 Respostas para “Asilo, uma casa que ampara”

  1. altair mello Disse:

    acho confortante a idéia de viver uma vida tranquila em um asilo ao lado de pessoas que vivem a mesma situação que eu. a troca de experiências parace grande demais.

  2. ANTONIO Disse:

    OS ASILOS SÃO BOAS CASAS PARA GENTE. MAS, NÃO SÃO A NOSSA FAMÍLIA. POR MAIS QUE A GENTE

    AFIRME: ESTOU FELIZ, NÃO DÁ PRA NEGAR QUE PODERIA SER MUITO MELHOR AO LADO DOS NOSSO ENTES

    QUERIDOS.

  3. Antônia Lisboa Disse:

    Tenho muitas amigas que vivem em asilos em virtude de acreditarem ser uma “pedra no sapato” dos filhos. Não se sentem bem atrapalhando a vida de um casal, da constituição de uma nova família e optam por ficarem sozinhas em casas asilares da região. Acho lastimável. Afinal, elas criaram os filhos, porque eles agora permitem que as mães fiquem abandonadas sem a família?

  4. Ednéia Santos Disse:

    Vivo em um Asilo a 2 anos. Me sinto bem. Não tenho filhos, nunca tive. Me casei somente uma vez e depois que meu marido falesceu optei por viver aqui. Acho melhor do que ficar jogava em uma casa, sem amigos.

  5. Elvira Lopes Disse:

    eu ja pensei em viver em um asilo também. tenho minha casa, uma família unida, netos maravilhosos… porém, as vezes sinto falta de ter uma conversa madura, sobre coisas da vida com alguém. sempre fazia isso com meu falescido esposo. hoje em dia não é mais possível

  6. Maria Cida Disse:

    O QUE A GENTE TEM QUE PERCEBER É QUE A VIDA EM ASILOS NEM SEMPRE É TÃO RUIM QUANTO A MAIORIA DAS PESSOAS JULGA. OS VELHINHOS SÃO BEM TRATADOS, RECEBEM TODA A ASSISTÊNCIA NECESSÁRIA, SE DIVERTEM, PODEM CONVIVER COM OUTRAS PESSOAS DA SUA FAIXA ETÁRIA. É MUITO BOM PARA ELES.

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